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A Curious World: abril 2011

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sábado, 30 de abril de 2011

Porque o mar é salgado?

Durante milhares de anos, as águas das chuvas lavaram as rochas, dissolvendo uma parte dos sais que as constituem.
As águas do escoamento despejam anualmente milhões de toneladas de minerais nas fossas marinhas.
As águas dos mares são mais salgadas que as águas continentais por causa da evaporação, que provoca uma salinização constante e particular de cada mar.
Para se ter uma idéia, a água do mar é composta por 3,5% de sais, entre eles o cloreto de sódio, que é a mesma substância que compõe o sal de cozinha.

Por que as cebolas nos fazem chorar?

Uma cebola fresca, quando cortada, libera um gás chamado propanetiol-S no ar. Quando o gás atinge nossos olhos, mistura-se com a água ali existente, formando um ácido fraco. Este ácido irrita o olho causando a produção de lágrimas e o conseqüente fluxo necessário para lavar o olho.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Como a vida surgiu?

A famosa sopa de proteínas que teria dado origem à vida. A tese foi proposta em 1936 pelo bioquímico russo Aleksander Oparin e explicava o surgimento dos seres vivos a partir dos aminoácidos, moléculas simples que formam as proteínas. Oparin acreditava que a atmosfera primitiva da Terra era composta por metano, amônia, hidrogênio e vapor d’água, e que na presença de altas temperaturas, descargas elétricas e radiação ultravioleta, os gases originaram os aminoácidos. Estes, por sua vez, submetidos a aquecimento prolongado, formaram proteínas que foram arrastadas para os mares pela chuva. Na água, o choque contínuo entre elas deu origem a moléculas maiores (os coacervados) que conseguiram se organizar em células e se replicar. Pesquisas das últimas décadas mostraram que a atmosfera original não era igual à imaginada pelo russo – não tinha nem amônia nem metano.

SISTEMAS INORGÂNICOS

Outras linhas de estudo surgiram. E uma das mais recentes afirma que os seres vivos começaram de “sistemas inorgânicos” e não de moléculas orgânicas como os aminoácidos. Estes sistemas seriam formados por ferro e sulfito (sal sem oxigênio que contém enxofre) aglutinados como pequenos compartimentos de rocha. Nestes compartimentos os compostos sulfúricos se concentraram e aceleraram as reações químicas que produziam moléculas complexas, como as proteínas e o material genético. Ou seja, os sistemas inorgânicos antecederam as moléculas orgânicas e incubaram a vida.
Quando, teria surgido o primeiro ser vivo? Há mais de três bilhões de anos provavelmente. E talvez não tenha vindo nem de uma sopa nem de um sistema não-orgânico. Mas de seres estranhíssimos batizados de archaea, que são micróbios diferentes das bactérias e capazes de sobreviver em condições extremas de temperatura e pH. Os archaea já foram descobertos em cavernas e se alimentam de hidrogênio, compostos sulfúricos, manganês e outros metais, e não realizam fotossíntese. Por esta característica, cientistas acreditam que eles podem ter constituído a base da vida oxidando derivados de enxofre, metano, ferro e outros metais.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ratel, o destemido.

O ratel (Mellivora capensis) é uma espécie de mamifero da família Mustelidae. Ocorrem na maioria da África e no Oeste e Sul da Ásia. É a única espécie classificada no género Mellivora e na subfamília Mellivorinae. É um animal destemido e quase desprovido de medo. O Ratel ataca e mata qualquer coisa que se movimente, e demora apenas 15 minutos para comer uma cobra de 1,50m, ele possui um diferencial dos outros animais que é uma inteligência e facilidade para achar os pontos fracos dos oponentes rapidamente e assim obter sucesso na caça e na captura de suas presas, mas quando é defrontado por um outro macho da mesma espécie, ele comumente ataca primeiramente os testículos. O ratel é tão carniceiro que aparenta não ter critérios de seleção para aquilo que ataca, bastando estar no seu alcance visual (ou de ataque). Come insetos, mamíferos, lagartos e répteis. O Ratel é louco por mel e está disposto a pôr o focinho em colméias cheias de mortais abelhas africanas apenas para provar do doce. Ele ataca animais maiores que ele e até mesmo Hienas. Leões e guepardos, que são mais astutos, sabem que não devem se aproximar e evitam contato com esse sagaz e destemido animal.

sábado, 23 de abril de 2011

Coelhinho da Páscoa

A tradição do Coelhinho da Páscoa foi trazida para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e o início do século XVIII.

No Antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade consideravam o coelho como o símbolo da Lua, portanto, é possível que ele tenha se tornado símbolo pascoal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa. O certo é que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução, e geram grandes ninhadas, e a Páscoa marca a ressurreição, vida nova, tanto entre os judeus quanto entre os cristãos.

Existe também a lenda de que uma mulher pobre coloriu alguns ovos de galinha e os escondeu, para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram os ovos, um coelho passou correndo. Espalhou-se, então, a história de que o coelho é que havia trazido os ovos.

A origem do Ovo da Páscoa

Os ovos de chocolate ou ovos de Páscoa são uma tradição milenar relacionada ao cristianismo. Costumava-se pintar um ovo oco de galinha de cores bem alegres, pois a Páscoa é uma data festiva que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, sendo o ovo um símbolo de nascimento. Outros povos como os gregos e os egípcios também coloriam ovos de galinha oco, porém em datas diferentes.

O ovo é símbolo bastante antigo, anterior ao Cristianismo, que representa a fertilidade e a renascimento da vida. Muitos séculos antes do nascimento de Cristo, a troca de ovos no Equinócio da Primavera (21 de Março) era um costume que celebrava o fim do Inverno e o início de uma estação marcada pelo florescimento da natureza. Para obterem uma boa colheita, os agricultores enterravam ovos nas terras de cultivo.

Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a cultura pagã de festejo da Primavera foi integrada na Semana Santa. Os cristãos passaram a ver no ovo um símbolo da ressurreição de Cristo.

Colorir e decorar ovos é um costume também bastante antigo, praticado no Oriente. Nos países da Europa de Leste, os ortodoxos tornaram-se grandes especialistas em transformar ovos em obras de arte. Da Rússia à Grécia, os ortodoxos costumam pintar os ovos de vermelho. Já na Alemanha, a cor dominante é o verde. A tradição é tão forte que a Quinta-feira Santa é conhecida por Quinta-feira Verde. Na Bulgária, em vez de se esconder os ovos, luta-se com eles na mão. Há verdadeiras batalhas campais. Toda a gente tem de carregar um ovo e quem conseguir a proeza de o manter intacto até ao fim será o mais bem sucedido da família até à próxima Páscoa.

Das tradições da Europa Oriental, o hábito passou aos demais países. Eduardo I de Inglaterra oferecia ovos banhados em ouro aos súditos preferidos. Luís XIV de França os mandava, pintados e decorados, como presentes. Isso iniciou a moda de fazê-los artificiais, de madeira, porcelana e metal, contendo alegras surpresas aos presenteados. Seu sucessor Luís XV presenteou sua amante 33 anos mais jovem, Madame du Barry, com um enorme ovo, o qual continha em estátua de Cupido. Essas tradições inspiraram também Peter Carl Fabergé na criação dos famosos e valiosos Ovos Fabergé.

Os ovos de chocolate viram dos Pâtissiers franceses que recheavam ovos de galinha, depois de esvaziados de clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora. Os pais costumavam esconder ovos nos jardins para que as crianças os encontrassem na época da Páscoa. Com melhores tecnologias, a partir do final do século XIX, se difundiram os ovos totalmente feitos de chocolate, utilizados até hoje.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Por que o sal derrete as lesmas?

Porque o sal tem uma propriedade chamada higroscopia, que é uma tendência a atrair água. E como as lesmas não têm o corpo protegido por pele estratificada, contanto apenas com uma fina camada unicelular, ela absorve rapidamente a substância, desidratando-se e "derretendo".

A quantidade de sal que largamos no corpo da lesma é muito maior do que a encontrada no seu organismo, causando o seu "derretimento" através da osmose.

Ou seja, o sal, através da higroscopia, retira toda a água do corpo das lesmas, causando a sua morte.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Por que o céu é azul?

O Sol é uma fonte de luz extremamente brilhante, a Lua apenas reflete parte dessa luminosidade. Os átomos de nitrogênio e oxigênio na atmosfera exercem um efeito sobre a luz solar que passa por eles.
Existe um fenômeno físico chamado espalhamento Rayleigh, que faz com que a luz se espalhe ao passar através de partículas com diâmetro igual a um décimo do comprimento de onda (cor) da luz. A luz solar é composta de luz de todas as diferentes cores, mas devido aos elementos presentes na nossa atmosfera, a cor azul é espalhada de maneira muito mais eficiente do que as outras.

terça-feira, 19 de abril de 2011

você sabia?

Que a maior praia do mundo é a Praia do Cassino no Rio Grande do Sul? com mais de 240 km de comprimento?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

você sabia?

Que existe uma espécie de água-viva que é biologicamente imortal? É a Turritopsis nutricula uma medusa com um diâmetro de apenas 4 a 5 milímetros, Após alcançar a maturidade sexual e se reproduzir, ao invés de morrer como acontece com outras águas-vivas, ela faz justamente ao contrário: volta a ser um pólipo juvenil, ou seja, volta ao estado larval e recomeça o seu ciclo novamente por inúmeras vezes, o que não permite que ela morra de forma natural. Mas se ela for devorada por um predador, despedaçada ou gravemente ferida, morrerá, pois não é indestrutivel.

A ave que voa mais alto.

É o Ganso-Indiano que voa a incriveis 9.000 metros de altura.

O peixe que nada mais fundo.

É o Abyssobrotula galathea, um peixe abissal que nada a incriveis 8.300 metros de profundidade.

A maior altura e a maior profundidade.

O ponto mais alto de nosso planeta é o Monte Everest com aproximadamente 8.850 m de altitude e o ponto de maior profundidade é a Fossa das Marianas com aproximadamente 11.000 m de profundidade.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Imagem em 3D


você sabia?

Que o chocolate é nocivo aos cães, devido a presença da teobromina? A quantia de teobromina encontrada no chocolate é pequena o suficiente para ser consumido seguramente por humanos, mas animais que a metabolizam mais lentamente, como cachorros, podem sucumbir por envenenamento por teobromina. A dose de teobromina que pode ser tóxica em cachorros gira entre 100 e 150 mg/kg. Geralmente chocolates ao leite possuem 154 mg/100g de teobromina; o meio-amargo cerca de 528 mg/100 g. Complicações incluem problemas digestivos, desidratação, excitabilidade, e uma taxa lenta de batimentos do coração. Fases posteriores ao envenenamento por teobromina incluem ataques epiléticos e morte.

você sabia?

Que a comemoração do Dia dos Pais se originou na Babilônia há mais de 4 mil anos?

você sabia?

Que um adulto respira por dia, normalmente, cerca de 12 mil litros de ar?

domingo, 10 de abril de 2011

você sabia?


Que a Árvore do Ténéré (foto), no nordeste saariano da Nigéria, era a árvore mais isolada do mundo, sendo a única existente num raio de mais de 200 km?

Recordes do reino animal


 

O mais forte: O escaravelho rinoceronte, Oryctes Nasicornis, que vive na Europa por ser capaz de suportar em seu dorso um peso 30 vezes maior que o seu próprio durante uma hora.


 

O mais fiel: Os gansos se juntam para toda a vida. Inclusive se diz, exageradamente, que quando enviuvam morrem de tristeza. As cegonhas também mantêm seus laços por toda vida, ainda que distanciam-se depois da época do acasalamento.


 

A fêmea mais infiel: As dos aracnídeos e dos Louva-Deus. Algumas fêmeas comem o macho depois da cópula (as vezes antes até). Em algumas espécies o sacrifício do macho é imprescindível. É necessário que a fêmea devore sua cabeça para evitar o bloqueio que esta exerce sobre as reações da cópula Afinal de contas, depois da cópula o macho já não serve para nada na perpetuação da espécie. O veado volante, Lucanus Cervus, e outras espécies de escaravelhos com longos apêndices, lutam entre eles pela posse das fêmeas; mas estas não duvidam em abandonar os seus pretendentes em plena luta para ficar com o próximo que chegue.

 

O mais solidário: O morcego vampiro. Se um colega não encontrou comida, o outro regurgita sangue para compartilhar.


 

O animal mais prolífico: O pulgão do repolho, Brevycorine Brassicae, que é capaz de gerar num ano uma descendência que atingiria um peso de 822 milhões de toneladas. Ainda que sua reprodução é majoritariamente assexuada, sem a intervenção do macho.

 

O mamífero mais prolífico: O Tenrec ou Tandraka, Tenrec Ecaudatus, que vive em Madagáscar e Ilhas Comores. Podem parir de uma só vez 32 filhotes.

 

A gestação mais prolongada: A salamandra negra dos Alpes tem um período de gestação de 3 anos e 2 meses. O elefante tem um período de gestação de quase dois anos (660 dias). Entre os peixes é a Mielga, Squalus Acanthias, um tubarão vivíparo com um período de gestação de 18 a 24 meses.

 

A gestação mais curta: A gravidez mais breve é o do marsupial conhecido como Bandicut de nariz curto: 12 dias.

 

O mais maternal: A fêmea do polvo. Permanece em sua gruta cuidando dos ovos e sem comer até morrer por inanição convertida num monte de peles.

 

Os mais paternais: Os cavalos-marinhos que armazenam os ovos numa bolsa até que eclodem. O macho dos peixes gato ou bagres, grupo ao que pertencem vários gêneros e espécies de águas doces e marinhas, protegem os ovos na boca, e durante os 15 dias de desenvolvimento embrionário não podem alimentar-se. Depois, os alevinos procuram refúgio na boca do pai quando se apresentam em situações de risco. As avestruzes americanas (Rhea Americana), que ainda que um só macho convive com até uma dúzia de fêmeas, é ele quem se encarrega da construção dos ninhos e da encubação e cuidados da ninhada. Claro que antes transporta todos os ovos a um só ninho. O sapo parteiro (Alytes) leva os ovos e pequenos sapinhos sobre uns orifícios que se desenvolvem em suas costas. O curioso é que o parteiro é o macho. O macho do pingüim imperador se dedica à encubação dos ovos, sem comer, durante 115 dias.

 

O escavador mais rápido: A toupeira pode escavar até 5 metros cúbicos por hora.

 

O mais ruidoso: A baleia azul, Balaenoptera Musculus, é capaz de emitir sons mais fortes do que um avião a jato.

 

O inseto mais ruidoso: As cigarras. Podem ser ouvidas a 400 metros de distância.

 

O mais dorminhoco: O coala, Phascolarctos Cinereus, que passa 22 horas do dia dormindo.

 

O inseto que voa mais rápido: A mutuca Hybomitra Hinei Wrighti atinge a velocidade de 145 Km/h. O segundo é a libélula australiana Austrophlebia Costalis que atinge os 90 km/h.

 

A rã mais saltadora: A rã africana Ptychadena Oxyrhynchus que pode saltar até 5,35 metros.

 

O que melhor se orienta: A andorinha do mar, Sterna Paradisea, vive no círculo polar ártico e inverna na Antártida.


 

A ave mais veloz em vôo: O Falcão peregrino, Falco Peregrinus, que atinge no vôo 300 Km./hora. Em vôo normal sua velocidade se aproxima à do Vencejo, Apus Apus, 160 Km./h. Portanto, o Vencejo e o Falção são os seres vivos mais velozes da Terra.


 

A ave mais lenta: A Becada americana, Scolopax Minor, voa a uma velocidade de 8 km/h.


 

A ave mais veloz em terra: O avestruz atinge os 80 Km/h.

 

Que bate as asas mais rápido: O colibri Heliactin Cornuta bate suas asas a uma velocidade de 90 vezes por segundo, 5.400 vezes por minuto.


 

O que voa mais alto: Em 1973, um Abutre Griffon de Rupell (Gyps rueppellii) chocou com um avião que voava a 11.277 metros sobre Costa do Marfim. Os cisnes negros também atingem grandes alturas, como atestou um piloto que observou uma revoada a 8.230 metros de altura.


 

O record em distância de vôo: O Chorlito Dourado é capaz de voar ininterruptamente uma distância de 3.000 Km.

 

O mais veloz em terra firme: O guepardo atinge a velocidade de 120 Km./hora. Seguido pela gazela da Mongólia com 100 Km./h. No entanto, o guepardo só pode manter a velocidade em distâncias curtas, enquanto a gazela é corre maiores distâncias.


 

O mais veloz em natação: O peixe espada Istiophorus Platypterus é capaz de superar os 80 Km./h. Seguido pelo atum, com 70 Km./h, que em percursos curtos pode atingir os 110 Km./h em cujo caso seria o nadador mais veloz. Mas muito superior é a velocidade que atingem os peixes voadores do gênero Exocoetus quando saem fora da água: 600 km/h.

 

A ave que nada mais rápido: O pingüim de bico vermelho de Papua, Pygoscelis Papua. Atinge a velocidade de 27 km/hora.

 

A ave que mergulha a maior profundidade: O pingüim imperador, Aptenodytes Forsteri, é capaz de mergulhar a 255 m (há citações de 483 m) de profundidade agüentando a respiração durante 5 a 18 minutos, atingido velocidades da ordem dos 40 Km/h.

 

O recorde em salto de altura: É do puma, Felis Concolor, que atinge em salto os 4 metros de altura. Grilos e gafanhotos podem saltar a 2 metros de altura O maior salto sem impulso prévio é o da gazela saltadora, Antidorcas Marsupialis, que pode dar saltos de 3 metros de altura

 

O recorde em salto à distância: O antílope pode dar saltos que superam os 9 metros. Também o canguru pode dar saltos de 9 metros de distância e 3,30 metros de altura. Em relação a seu peso são os grilos e gafanhotos, que são capazes de dar saltos de 6 metros. Os guepardos podem atingir os 7 metros. Mas em relação a seu peso, o recorde é do Philaenus Spumarius, um inseto homóptero de 6 mm que é capaz de saltar uma distância de 60-70 cm. A pulga, com 1 a 4 mm é capaz de saltar 30 cm. É dito que as pulgas podem dar saltos de 4 metros de distância e até 3 metros de altura, puro folclore.

 

O mamífero mais lento: O bicho-preguiça de três dedos, Bradypus Tridactilus, move-se no solo a uma velocidade de 2,2 metros por hora.

 

O mais inteligente: Depois do homem, os animais mais inteligentes são os golfinhos, Delphinus Delphis, e o Chimpanzé, Pão Troglodytes. O primeiro é capaz de comunicar-se mediante uma linguagem de sons, e o segundo é capaz de utilizar algumas ferramentas e imitar ao homem.

 

O cachorro mais inteligente: Os da raça collie, à qual pertence a famoso Lassie ddo seriado televisivo.

 

O menor predador: É um protozoário marinho do Pacífico equatorial, Picophagus Fagellatus, que mede menos de 3 microns.

 

O mais temível: O tubarão branco, depois da película de Holliwood e a sensação de indefesa do homem no meio aquático. No entanto este enorme tubarão de 8m prefere a carne rica em gordura, como a das focas. Quando ataca o homem é porque o confunde por causa de sua má qualidade visual. Depois do primeiro ataque, quando mata as suas presas, se nota tratar-se de um homem, costuma abandonar. Por isso muitos humanos viveram para contá-lo.

 

O mais feroz: A piranha,Serrasalmus.

 

O mais luminoso: São variadas as espécies de seres vivos de todos os reinos capazes de emitir bio-luminiscência. Mas o curioso é que um pequeno crustáceo, Cypridina, uma vez seco conserva sua luminosidade durante 30 anos. Na segunda guerra mundial os soldados japoneses os espalhavam pela palma da mão e a usavam de lanterna. O peixe Photoblepharon Palpebratus emite uma bio-luminiscencia tão intensa que pode ser visto a 30 metros de distância

 

O mais falador: A mulher, oops... O papagaio cinza africano, Psittacus Arithacus, é capaz de imitar sons e a voz humana, como outros papagaios, mas seu vocabulário pode superar as 800 palavras.

 

O mais viril: O hamster é capaz de manter 65 acoplamentos numa hora, menos de 1 por minuto.

 

A fêmea mais viril: As fêmeas da hiena manchada, Crocuta Crocuta, são tão similares ao macho que é difícil diferenciar o sexo. Os órgãos femininos são tão similares aos do macho que só se podem distinguir mediante uma inspeção táctil. A causa parece ser a elevada concentração de hormônios masculinos no sangue.

 

A ave com maior envergadura: A maior envergadura é a do Albatroz Diomedea Exulans, que ultrapassa os 3,5 metros. Asas tão grandes lhes dificultam empreender o vôo; mas lhes facilitam o planeio. O condor é a seguinte, com uma envergadura de 3 metros. A ave de maior envergadura que existiu na Terra foi o Teratorm Gigante, Argentavis Magnificens, que viveu na Argentina no final do Mioceno, faz uns 5 milhões de anos, atingindo uma envergadura que duplicava a do albatroz: 7,3 metros e 120 kg. Tratava-se de um gigantesco abutre.

 

A ave que passa mais tempo sem pisar terra: O Sterna Fuscata, depois de nascer passa 4 anos sem regressar a terra para criar. Depois o fará cada ano.

 

O peixe que põe mais ovos: A fêmea do peixe lua, Mola mola, pode desovar 30 milhões de ovos. O bacalhau, Gadus Morhua, desova 7 milhões de ovos; mas não por isso sua eficácia reprodutiva é maior do que a de outras espécies menos prolíficas. O que sucede é que existem predadores que devoram seus ovos e alevinos.


 

A maior teia de aranha: Construída pela aranha de ouro gigante Nephila Clavipes, que mede mais de 1 metro de diâmetro e que ela usa para caçar rãs

 

O que tem mais patas: Algumas centopeias têm normalmente entre 15 e 150 pares de patas Há citações de exemplares de 750 patas (325 pares).

 

Peixes na superfície dágua: Os agulhas dos gêneros Belone, Scomberesox e Hemiramphus, são capazes de nadar velozmente pela superfície da água utilizando o lóbulo inferior de sua nadadeira, de forma que seu corpo saia fora da água com o mesmo ângulo de uma lancha e atingem uma grande velocidade, de até 600 km/h. Os peixes voadores do gênero Exocoetus utilizam a mesma técnica para pegar impulso e voar utilizando suas nadadeiras peitorais até 360 metros de distância e a 7 metros de altura.

 

O peixe mais cheiroso: O Tímalo, Thymallus Thymallus, é um peixe de água doce que deve seu nome ao cheiro de tomilho que desprende da sua carne.

 

Aúnica ave hibernante: O Chotacabras de Nattal, Phalaenoptilus Nuttallii, que vive no Canadá.


 

O animal mais venenoso: A rãs tropicais sulamericanas dos gêneros Dendrobates e Phyllobates conhecidas como rãs de flecha venenosa. Segregam um veneno mortal que é utilizado pelos indígenas na ponta de suas flechas. A toxina de uma destas rãs pode matar até 1.500 pessoas.

 

A medusa mais venenosa: A vespa de mar, Chironex fleckeri, que forma grandes enxames na costa norte australiana. Seis picadas podem matar a um ser humano.

 

A aranha mais venenosa: A Cténida brasileira ou aranha da banana, Phoneutria Nigriventer, é a que possui o veneno mais potente. Suas patas têm 10 cm. No entanto, esta aranha tem dificuldades para injetar seu veneno nos humanos. Mais perigosa para os humanos é a viúva negra, da qual há várias espécies do gênero Latrodectus. Entre elas destaca a viúva negra americana Latrodectus Mactans que se caracteriza por uma marca vermelha com forma de ampulheta no abdomem. Também na Europa há viúvas negras que geraram a fama de que as tarântulas são perigosas.

 

O escorpião mais venenoso: O escorpião dourado Israelense, Leiurus Quinquestriatus

 

O cefalópodo mais venenoso: O polvo de anéis azuis, Hapalochlaena Maculosa, da Austrália, possui uma saliva venenosa capaz de matar a 20 adultos humanos. O veneno é a tetrodotoxina

 

O peixe mais venenoso: O peixe pedra, Synanceia Verrucosa, que mede 20 cm e possui uma venenosa espinha dorsal capaz de atravessar a sola dos sapatos. Vive nas ilhas do Pacífico (Hawaii e Indonésia).

 

O lagarto mais venenoso: Os lagartos não costumam ser venenosos. Somente existem 2 espécies venenosas do gênero Heloderma: Horridum e Suspectum que vivem em regiões desérticas do Texas, Arizona e México. Seus dentes possuem uma ranhura longitudinal através da qual injetam o veneno segregado por umas glândulas situadas no lábio inferior.

 

A serpente mais perigosa: A cobra Naja que causa a morte de 15 000 pessoas ao ano.

 

O pássaro mais venenoso: O Pitohui encapuzado, Pitohui Dichrous ou ave lixo de Nova Guiné é a único ave venenosa. O veneno que fabricam é a homeobatraciotoxina, típica de algumas rãs, e se encontra preferencialmente nas plumas.

 

O mamífero mais venenoso: O estranho ornitorrinco, Ornithorhynchus Anatinus, possui um tipo de espora venenosa numa de suas patas traseiras. Seu veneno produz intensas dores.

 

O animal mais velho: A baleia franca da Groenlândia (Balaena Mysticetus) pode viver 210 anos. As tartarugas gigantes das ilhas Galápagos podem atingir os 150 anos. Mas entre as tartarugas o recorde é da tartaruga de Aldraba, Aldrabachelys Elephantina da ilha Mauricio, que viveu 152 anos em cativeiro.

 

O peixe mais velho: A Platilha, Platichthys flesus, pode chegar a viver 60 anos se não é capturada por algum predador.

 

A ave mais longeva: O cisne, Cygnus, pode viver 100 anos. Os papagaios de 40 a 100 e as cacatuas 75 anos.

O inseto mais longevo: O cupim que pode reinar por 50 anos.

O anfíbio mais longevo: A salamandra, 55 anos.

O ser vivo mais longevo: Uma bactéria encontrada num cristal de sal sobreviveu durante 250 milhões de anos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Encontrado os restos mortais de Mona Lisa.


Cientistas irão exumar corpo da suposta modelo de Leonardo da Vince, O projeto dos pesquisadores é desenterrar os restos mortais de Lisa Gherardini – mulher da renascença esposa de um rico comerciante de seda que segundo tese defendida pelos historiadores seria a dona da expressão introspectiva e do sorriso enigmático. As escavações ocorrerão no final do mês de abril no Convento de Santa Úrsula localizado na região central da cidade italiana de Florença. Este projeto faz parte de uma vertente da investigação da história em que se utilizam aplicações técnicas da antropologia forense como o recolhimento de ossadas para análise de determinadas características. Caso os ossos sejam encontrados, os pesquisadores conduzirão experimentos de extração do DNA e farão datações com o carbono. Se fragmentos do crânio estiverem entre o material coletado, os cientistas serão capazes, dependendo do grau de preservação, de reconstituir a face de Lisa Gherardini. Esta fase é determinante para confirmar que ela foi a modelo para o quadro Mona Lisa. Para os coordenadores do projeto a reconstituição da musa de Da Vince pode ajudar no esclarecimento de alguns dos inúmeros mistérios que cercam a obra do gênio da arte e da ciência. Estudo semelhante liderado por Silvano Vinceti – também líder da atual pesquisa – reconstituiu a face do pintor italiano Caravaggio além de identificar a possível causa de sua morte. Mesmo assim, o projeto vem sofrendo fortes críticas relacionadas à sua contribuição para a arte; alguns especialistas afirmam que a técnica pouco acrescenta a compreensão das obras de arte.

Tardígrado, o animal mais resistente do planeta.


Os Tardígrados são muito resistentes, segundo experiências de Universidades, tardigrados foram congelados por 120 anos a uma temperatura de -270 °C e recentemente reanimados com apenas um pouco de água. Eles também sobrevivem a temperaturas tão altas como 150 °C, pressão de 75 mil atmosferas e radiação 570.000 grays, cerca de 1000 vezes mais que um ser humano. Também são capazes de sobreviver no vácuo do espaço por até 10 dias e perder 99% de água do seu corpo. Têm a habilidade de se encolher, desidratando-se, e permanecer praticamente morto, em estado criptobiótico. É neste estado que conseguem suportar as extremas condições mencionadas e "voltarem à vida" ao se reidratarem novamente.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Maior dinossauro carnívoro do Brasil é descoberto no Maranhão

Pesquisadores do Museu Nacional apresentaram nesta quarta-feira (16/03) o espinossaurídeo Oxalaia quilombensis, o maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil. Os restos do réptil foram encontrados na Ilha de Cajual, no Maranhão, e seriam do Cretáceo Superior. A espécie é muito semelhante a outras já encontradas na África. Isso se deve provavelmente ao fato de que, no período Mesozóico, o continente africano era ligado a América do Sul, o que proporcionou a migração de animais de uma região para outra. De acordo com os fósseis achados, foi possível estimar o tamanho do animal: ele teria entre 12 e 14 metros de comprimento, e massa variando entre 5 e 7 toneladas.

terça-feira, 5 de abril de 2011

você sabia?

Que o músculo mais potente do corpo é a lingua? Que uma pessoa pisca os olhos aproximadamente 25 mil vezes por dia? Que 4 kg é o peso do cérebro humano? Este consome 25% do oxigênio que respiramos? Que por cada sílaba que o homem fala, 72 músculos entram em movimento. Para sorrir, são utilizados 14 músculos. Para beijar, 29? Que o olho humano é capaz de distinguir 10.000.000 de tonalidades diferentes?

você sabia?

Que o coração bombeia o sangue com uma pressão suficiente para esguichar o sangue a uma altura de 9 metros? Que o sangue ao sair do coração pela aorta, corre a incriveis 108km/h? Que o sistema respiratório humano comporta um volume total de aproximadamente 5 litros de ar? a capacidade pulmonar total. Desse volume, apenas meio litro é renovado em cada respiração?

domingo, 3 de abril de 2011

A História do Cachorro-quente

Existem três teorias sobre o surgimento desse peculiar sanduíche: A mais conhecida é a de um açougueiro de Frankfurt, na Alemanha. Em 1852, ele resolveu batizar as salsichas que fabricava com o nome de seu cachorro bassê. Um imigrante alemão, Charles Feltman, levou esse tipo de salsicha para os Estados Unidos em 1880. Lá, criou um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos. Em 1904, na cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, um vendedor de salsichas quentes criou uma maneira de seus fregueses não queimarem as mãos. A quem comprasse suas salsichas, ele oferecia luvas de algodão limpíssimas. Só que os clientes esqueciam de devolve-las e ele acabava tendo prejuízo. Seu cunhado, que era padeiro, sugeriu que o salsicheiro pusesse as luvas de lado e começasse a usar pães. No Brasil, por volta de 1926, o empresário Francisco Serrador, que idealizou a famosa Cinelândia, no centro da cidade do Rio de Janeiro, lança o cachorro-quente em seus cinemas. A novidade inspirou Lamartine Babo e Ary Barroso, a criarem em 1928, a marchinha de carnaval "Cachorro-Quente": "Comer / Cachorro quente lá no bar / Por certo a moda vai pegar / Por não ser vulgar...Comer / Vai toda gente ao "quarteirão" / Pois há lingüiça em profusão / Pra comer com pão...Que bom que é lamber... / Trincar...comer... / Um cachorrinho tentador / No quarteirão do SerradorComer é bem melhor do que beber / Pois dá sustância e faz crescer / Todo e qualquer ser...Comer / É verbo bom de conjugar / Quando queremos conquistar / Um "pirão" no bar..." E a partir de 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil passou a sofrer grande influência da cultura americana, o cachorro-quente conquistou definitivamente seu espaço aqui.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Literatura de cordel


Literatura de cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome originado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, o nome foi herdado (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.


A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-holandês da Idade Contemporânea e do Renascimento. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, chamados de cordéis. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536). Foram os portugueses que introduziram o cordel no Brasil desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com suas características próprias. Os temas incluem fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.


No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.


Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores do passado.


Todavia, este tipo de literatura apresenta vários aspectos interessantes e dignos de destaque:


As suas gravuras, chamadas xilogravuras, representam um importante espólio do imaginário popular;


Pelo fato de funcionar como divulgadora da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste gênero ainda no nordeste do Brasil), a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a perpetuação do folclore brasileiro;


Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo;


A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de opinião, elevam a literatura de cordel ao estandarte de obras de teor didático e educativo.


Poética


Quadra


Estrofe de quatro versos. A quadra iniciou o cordel, mas hoje não é mais utilizada pelos cordelistas. Porém as estrofes de quatro versos ainda são muito utilizadas em outros estilos de poesia sertaneja, como a matuta, a caipira, a embolada, entre outros.


A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo:


Minha terra tem palmeiras


Onde canta o sabiá (2)


As aves que aqui gorjeiam


Não gorjeiam como lá (4).


Outro prefere rimar todas as linhas, alternando ou saltando. Pode ser a primeira com a terceira e a segunda com a quarta, ou a primeira com a quarta e a segunda com a terceira. Vejamos estes exemplos de Zé da Luz: (ABAB ou ABBA)


E nesta constante lida


Na luta de vida e morte


O sertão é a própria vida


Do sertanejo do Norte


Três muié, três irimã,


Três cachorra da mulesta


Eu vi nun dia de festa


No lugar Puxinanã.


Sextilha


É a mais conhecida. Estrofe ou estância de seis versos. Estrofe de seis versos de sete sílabas, com o segundo, o quarto e o sexto rimados; verso de seis pés, colcheia, repente. Estilo muito usado nas cantorias, onde os cantadores fazem alusão a qualquer tema ou evento e usando o ritmo de baião. Exemplo:


Quem inventou esse "S"


Com que se escreve saudade


Foi o mesmo que inventou


O "F" da falsidade


E o mesmo que fez o "I"


Da minha infelicidade


Septilha


Estrofe (rara) de sete versos; setena (de sete em sete). Estilo muito usado por Zé Limeira, o Poeta do Absurdo.


Eu me chamo Zé Limeira


Da Paraiba falada


Cantando nas escrituras


Saudando o pai da coaiada


A lua branca alumia


Jesus, Jose e Maria


Três anjos na farinhada.


Napoleão era um


Bom capitão de navio


Sofria de tosse braba


No tempo que era sadio,


Foi poeta e demagogo


Numa coivara de fogo


Morreu tremendo de frio.


Na septilha usa-se o estilo de rimar os segundo, quarto e sétimo versos e o quinto com o sexto, podendo deixar livres o primeiro e o terceiro.


Oitava


Estrofe ou estância (grupo de versos que apresentam, comumente, sentido completo) de oito versos: oito-pés-em-quadrão. Oitavas-a-quadrão. Como o nome já sugere, a oitava é composta de oito versos (duas quadras), com sete sílabas. A rima na oitava difere das outras. O poeta usa rimar a primeira com a segunda e terceira, a quarta com a quinta e oitava e a sexta com a sétima.


Quadrão


Oitava na poesia popular, cantada, na qual os três primeiros versos rimam entre si, o quarto com o oitavo, e o quinto, o sexto e o sétimo também entre si.


Todas as estrofes são encerradas com o verso: Nos oito pés a quadrão. Vejamos versos de uma contaria entre José Gonçalves e Zé Limeira: - (AAABBCCB)


Gonçalves:


Eu canto com Zé Limeira


Rei dos vates do Teixeira


Nesta noite prazenteira


Da lua sob o clarão


Sentindo no coração


A alegria deste canto *


Por isso é que eu canto tanto *


NOS OITO PÉS A QUADRÃO


Limeira:


Eu sou Zé Limeira e tanto


Cantando por todo canto


Frei Damião já é santo


Dizendo a santa missão


Espinhaço e gangão


Batata de fim de rama *


Remédio de velho é cama *


NOS OITO PÉS A QUADRÃO.


Décima


Estrofe de dez versos, com dez ou sete sílabas, cujo esquema rimático é, mais comumente, ABBAACCDDC, empregada sobretudo na glosa dos motes, conquanto se use igualmente nas pelejas e, com menos frequência, no corpo dos romances.


Geralmente nas pelejas é dado um mote para que os violeiros se desdobrem sobre o mesmo. Vejamos e exemplo com José Alves Sobrinho e Zé Limeira:




  • Mote:

    VOCÊ HOJE ME PAGA O QUE TEM FEITO


    COM OS POETAS MAIS FRACOS DO QUE EU.



  • Sobrinho:

    Vou lhe avisar agora Zé Limeira <A


    Dizem que quem avisa amigo é >B


    Vou lhe amarrar agora a mão e o pé >B


    E lhe atirar naquela capoeira <A


    Pra você não dizer tanta besteira <A


    Nesta noite em que Deus nos acolheu >C


    Você hoje se esquece que nasceu >C


    E se lembra que eu sou bom e perfeito >D


    Você hoje me paga o que tem feito >D


    Com os poetas mais fracos do que eu. >C



  • Zé Limeira:

    Mais de trinta da sua qualistria


    Não me faz eu correr nem ter sobrosso


    Eu agarro a tacaca no pescoço


    E carrego pra minha freguesia


    Viva João, viva Zé, viva Maria


    Viva a lua que o rato não lambeu


    Viva o rato que a lua não roeu


    Zé Limeira só canta desse jeito


    Você hoje me paga o que tem feito


    Com os poetas mais fracos do que eu.


Galope à beira-mar


Estrofe de 10 versos hendecassílabos (que tem 11 sílabas), com o mesmo esquema rímico da décima clássica, e que finda com o verso "cantando galope na beira do mar" ou variações dele. Termina, sempre, com a palavra "mar".


Às vezes, porém, o primeiro, o segundo, o quinto e o sexto versos da estrofe são heptassílabos, e o refrão é "meu galope à beira-mar". É considerado o mais difícil gênero da cantoria nordestina, obrigatoriamente tônicas as segunda, quinta, oitava e décima primeira sílabas.




  • Sobrinho:

    Provo que eu sou navegador romântico


    Deixando o sertão para ir ao mirífico


    Mar que tanto adoro e que é o Pacífico


    Entrando depois pelas águas do Atlântico


    E nesse passeio de rumo oceânico


    Eu quero nos mares viver e sonhar


    Bonitas sereias desejo pescar


    Trazê-las na mão pra Raimundo Rolim


    Pra mim e pra ele, pra ele e pra mim


    Cantando galope na beira do mar.



  • Limeira:

    Eu sou Zé Limeira, caboclo do mato


    Capando carneiro no cerco do bode


    Não gosto de feme que vai no pagode


    O gato fareja no rastro do rato


    Carcaça de besta, suvaco de pato


    Jumento, raposa, cancão e preá


    Sertão, Pernambuco, Sergipe e Pará


    Pará, Pernambuco, Sergipe e Sertão


    Dom Pedro Segundo de sela e gibão


    Cantando galope na beira do mar.


Martelo


Estrofe composta de decassílabos, muito usada nos versos heroicos ou mais satíricos, nos desafios. Os martelos mais empregados são o gabinete e o agalopado.


Martelo agalopado - Estrofe de dez versos decassílabos, de toada violenta, improvisada pelos cantadores sertanejos nos seus desafios.


Martelo de seis pés, galope - Estrofe de seis versos decassilábicos. Também se diz apenas agalopado.


Redondilha



  • Antigamente, quadra de versos de sete sílabas, na qual rimava o primeiro com o quarto e o segundo com o terceiro, seguindo o esquema abba.

  • Hoje, verso de cinco ou de sete sílabas, respectivamente redondilha menor e redondilha maior.

Carretilha


Literatura popular brasileira - Décima de redondilhas menores rimadas na mesma disposição da décima clássica; miudinha, parcela, parcela-de-dez.