domingo, 3 de abril de 2011
A História do Cachorro-quente
Existem três teorias sobre o surgimento desse peculiar sanduíche: A mais conhecida é a de um açougueiro de Frankfurt, na Alemanha. Em 1852, ele resolveu batizar as salsichas que fabricava com o nome de seu cachorro bassê. Um imigrante alemão, Charles Feltman, levou esse tipo de salsicha para os Estados Unidos em 1880. Lá, criou um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos. Em 1904, na cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, um vendedor de salsichas quentes criou uma maneira de seus fregueses não queimarem as mãos. A quem comprasse suas salsichas, ele oferecia luvas de algodão limpíssimas. Só que os clientes esqueciam de devolve-las e ele acabava tendo prejuízo. Seu cunhado, que era padeiro, sugeriu que o salsicheiro pusesse as luvas de lado e começasse a usar pães. No Brasil, por volta de 1926, o empresário Francisco Serrador, que idealizou a famosa Cinelândia, no centro da cidade do Rio de Janeiro, lança o cachorro-quente em seus cinemas. A novidade inspirou Lamartine Babo e Ary Barroso, a criarem em 1928, a marchinha de carnaval "Cachorro-Quente": "Comer / Cachorro quente lá no bar / Por certo a moda vai pegar / Por não ser vulgar...Comer / Vai toda gente ao "quarteirão" / Pois há lingüiça em profusão / Pra comer com pão...Que bom que é lamber... / Trincar...comer... / Um cachorrinho tentador / No quarteirão do SerradorComer é bem melhor do que beber / Pois dá sustância e faz crescer / Todo e qualquer ser...Comer / É verbo bom de conjugar / Quando queremos conquistar / Um "pirão" no bar..." E a partir de 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil passou a sofrer grande influência da cultura americana, o cachorro-quente conquistou definitivamente seu espaço aqui.
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